HISTÓRIAS DE UMA KOMBI AMARELA Leia entrevista com os diretores do filme Pequena Miss Sunshine que realizei por telefone para a Revista da 2001 Vídeo (Edição de abril)

Escrito por
Anderson Vitorino
às
20h55
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Baixio das Bestas, de Cláudio Assis  
(Idem, BRA, 2007)
E a polêmica continua. Depois de Amarelo Manga, no qual Recife serve de palco e co-adjuvante, ou co-antagonista, para personagens da classe média e baixa da cidade exibirem seus vícios e desejos, Cláudio Assis provoca com seu novo filme. Na zona da mata pernambucana, mulheres são exploradas e jovens vivem numa eterna adolescência orgiástica e inconseqüente. Acredito que o cinema de Assis consiga cumprir suas pretensões, denunciar e provocar debates, mas para muita gente ele também explora e abusa, através de suas imagens. Atores corajosos emprestam seus corpos para o cinema-cão de Assis: Dira Paes, Caio Blat, Matheus Nachtergaele, Hermila Guedes e a jovem Mariah Teixeira (que é maior de idade, apesar de fazer uma adolescente no filme, explorada pelo pai-avô).
O Segredo, de Drew Heriot .
(The Secret, EUA/AUS, 2006)
O filme, se é que pode ser chamado assim, mais picareta e charlatão de todos os tempos! Seguindo o caminho de cinema de auto-ajuda, aquecido pelo sucesso recente de Quem somos Nós?, O Segredo também tenta dar credibilidade à sua charlatanice com o resvalo nas leis de atração de Newton. Moral da história? Acredite, muito, e o universo conspirará a seu favor: cheques começarão a chegar pelo correio, idéias de 1 milhão de dólares surgirão durante o banho... E como quase tudo que vem lá do Império, todas as questões e problemáticas giram em torno do dinheiro. O verdadeiro segredo mesmo é lidar com a carência e ambição contemporânea, como fez a criadora do filme, Rhonda Byrne que já assegurou sua mansão na Califórnia e milhares de dólares em sua conta bancária. E é claro que já há um livro caça-níqueis no topo da lista de “best-sellers” da Revista Veja(!).
Cartola, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda 
(Idem, BRA, 2007)
O filme se aproveita muito mais de imagens de acervo com um dos mestres do samba (Cartola), do que cria situações novas. Entre essas imagens de acervo, cenas ficcionais deslocadas com um ator mirim interpretando Cartola. Há momentos de beleza visual, mas que também não dialogam com o todo. Vale pelo seu “personagem” e por algumas passagens musicais e curiosidades sobre Cartola.
Escrito por
Anderson Vitorino
às
00h05
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Vermelho Como o Céu, de Cristiano Bortone 
(Rosso Come il Cielo, ITA, 2006)
Na intenção melodramática de realizar um cinemão italiano com direito à catarse, o diretor tem momentos bem sucedidos, quando deixa a linguagem se apropriar da condição de seu personagem principal. O elenco infantil garante o clima de filme bonitinho honesto, mas pesa a trilha sonora indutiva e os personagens adultos, bastante caricatos – parece que tudo está ali para a moral da história, baseada em fatos reais. O apelo popular é grande e funciona, visto o prêmio do público na última Mostra Internacional em São Paulo.
As Férias do Mr. Bean, de Steve Bendelack  
(Mr. Bean´s Holiday, ING, 2007)
Nada como os episódios da TV, com seu humor concentrado e inteligente, por trás da aparente ingenuidade de Mr. Bean. O filme, um road movie em direção a Cannes, tem seus momentos muito bons, mas a maioria parece reaproveitado de algum episódio. É muito divertida a passagem de Mr. Bean pelo Festival de Cannes e Willem Dafoe faz um personagem ótimo, o diretor egocêntrico, que coloca todos para dormir com a exibição de seu filme. Vale o ingresso, mas ainda é melhor ver, ou mesmo rever, os clássicos do personagem!
Letra e Música, de Marc Lawrence 
(Music and Lyrics, EUA, 2007)
É imperdível o clipe de abertura com a música Pop Goes my Heart, criado a partir de referências dos anos 80, com Hugh Grant fazendo coreografias, rebolando e interpretando! O filme é regular, mas o carisma dos protagonistas e a figura histriônica de uma candidata a Shakira ou Beyoncé seguram a curiosidade até o fim.
Escrito por
Anderson Vitorino
às
00h03
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