Nos cinemas!
Pintar ou Fazer Amor, de Arnaud e Jean-Marie Larrieu  (Peindre ou Faire l’Amour, França, 2005)  Sofisticação ou ingenuidade? Esse filme, dirigido por dois irmãos franceses, fez parte da seleção oficial do Festival de Cannes no ano passado. A história é sobre um casal, que vive em paris e que está, vamos dizer, na meia idade e com mais tempo livre, e tem uma filha estudando atualmente em Roma. Ela pinta quadros e encontra uma casa de campo a venda. O marido topa e eles vão morar no idílio campestre. Lá conhecem um casal, Adão e Eva. É desse contato, cada vez mais íntimo entre os casais que o filme se aproveita para “pincelar” o relacionamento aparentemente superficial entre os protagonistas. Adão, prefeito da cidadezinha local, é cego, e mesmo assim parece enxergar muito bem sua bela esposa, enquanto que o outro casal só se realiza com os vizinhos. O filme é elegante, simpático, mas seus personagens principais, vividos pelos ótimos atores Daniel Auteuil e Sabine Azéma, são um tanto infantis em suas reações precipitadas. E para um casal que está há certo tempo junto isso soa estranho. Há grande beleza visual e os irmãos Larrieu trabalham bem com a metáfora da visão/cegueira. O amor livre se apresenta como uma alternativa ao tédio contemporâneo, mas essa discussão, e nenhuma outra se materializa: amor com amor se paga?
Escrito por
Anderson Vitorino
às
17h30
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Ainda sobre o monumento cinematográfico Juventude em Marcha
Entrevista com Pedro Costa na Revista Cinética por Pedro Butcher
Juventude em Marcha por Ruy Gardnier na Contracampo
Juventude em Marcha em Cannes 2006
Juventude em Marcha na Revista Bravo por Paulo Santos Lima
Juventude em Marcha e um pouco sobre Cannes na Carta Maior
Escrito por
Anderson Vitorino
às
12h44
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Nos cinemas!
O Ano em que
Meus Pais Saíram de Férias, de
Cao Hamburger 
(Brasil, 2006)

Sim, é mais um filme sobre a
ditadura no Brasil, e sim, a história é bem parecida com o
Kamchatka(2002) do argentino Marcelo Piñeyro. De qualquer forma, o filme
tem lá seus atributos: roteiro certinho e impecável, que teve colaboração de
Bráulio Mantovani, indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado por Cidade de
Deus e fotografia bem cuidada, que ao lado da direção de arte, captura bem o
clima dos anos 70 no Brasil.
A história é simples: garoto tem que
ser deixado com o avô porque seus pais precisam se esconder da polícia durante a
ditadura. O filme tem no futebol e nos ritos de passagem da infância para
adolescência seus grandes apelos de identificação. O elenco infantil é
irregular, a não ser pela figura do jovem protagonista Michel Joelsas e Daniela
Piepszyk.
O Ano... também absorve a
mistura étnica do bairro do Bom Retiro, onde imigrantes de diversas regiões do
Brasil e do mundo, encontraram um lugar para viver em São Paulo.
Bom, daí decorrem várias piadas ao melhor estilo do humor
judaico!
Site oficial do filme
Escrito por
Anderson Vitorino
às
17h39
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Nos cinemas!
A Última Noite,
de Robert Altman   
(A Prairie
Home Companion, EUA, 2006)

Altman brinca de despedida nesse
filme em que reúne parte de seu elenco preferido (Meryl Streep, Lily Tomlin) e
faz uma ode ao programa de rádio mais antigo dos EUA, que dá o título ao longa:
A Prairie Home Companion.
Como escreveu Ricardo Calil, esse
novo Altman é um filme coral, no qual vários personagens dão voz ao
último programa que vai ao ar: o teatro foi vendido e adeus à tradicional
companhia aos amantes do folk/country americano. O diretor brinca com o seu
próprio estilo e a câmera o acompanha, em planos-seqüências fenomenais e
diálogos engraçadíssimos sobre tudo e nada, ao mesmo
tempo.
Apesar de um certo tom nostálgico,
os personagens cantores – e Altman também – se mostram prontos para seguir em
frente e encarar as mudanças no ambiente artístico contemporâneo – está lá
Lindsay Lohan, entre o tradicional e o novo. O filme é diversão garantida, para
quem gosta de diálogos inteligentes e música folk, claro!
O dueto entre os personagens de John
C. Reilly e Woody Harrelson é imperdível.
Site oficial do
filme
Escrito por
Anderson Vitorino
às
17h38
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